O Governo do Estado recebeu nesta terça-feira, 3 de março, na sede da Epagri, em Florianópolis, o embaixador de Ruanda no Brasil, Lawrence Manzi, para uma apresentação do modelo público de desenvolvimento da agropecuária em Santa Catarina. O objetivo do encontro é o intercâmbio de informações visando futuros acordos de cooperação técnica e comercial do Estado com o país da África central.
“Sabemos que a agricultura e a pecuária são atividades muito fortes no Brasil. Todos os países precisam do que vocês têm aqui”, disse o diplomata Manzi. Ele destacou a necessidade de Ruanda agregar valor aos produtos da agropecuária e aumentar a produção de leite, cujo déficit é de 7 mil litros ao dia. Entre os produtos da pauta de exportação de Ruanda estão café, chá, pimenta e abacate.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, e os presidentes da Epagri, Dirceu Leite, e da Cidasc, Celles de Matos, mostraram como ações coordenadas entre as três instituições, junto com toda cadeia produtiva, levaram Santa Catarina à liderança em vários setores da agropecuária. Com apenas 1% do território nacional, o Estado é o maior produtor de proteína animal e também se destaca na produção de arroz, cebola, maçã, leite e tem cerca de 30% do PIB ligado à agropecuária.
“Nós temos um modelo com forte atuação do Estado na agricultura familiar. Ele inclui desde a formulação de políticas públicas, com apoio financeiro aos produtores rurais, até a entrega de tecnologias, desenvolvidas e levadas ao campo pela Epagri, e a promoção da sanidade agropecuária, feita pela Cidasc. Tudo isso, junto com o modelo cooperativista, faz com que as coisas aconteçam da melhor forma”, destacou o secretário Dalla Cort.
Inovação e apoio ao produtor
O presidente da Epagri apresentou o modelo de gestão da empresa, que inclui três eixos: a pesquisa, com desenvolvimento de tecnologias; a extensão, com orientação ao produtor rural em todos os 295 municípios catarinenses; e o ensino, voltado para a profissionalização do jovem produtor e sua permanência no campo. “Nós não temos como expandir a fronteira agrícola. Por isso, nosso foco é aumentar a produtividade e a rentabilidade do produtor rural”, explicou Dirceu.
Entre as tecnologias desenvolvidas e levadas ao campo pela Epagri, o presidente destacou o desenvolvimento da pecuária leiteira à base de pasto. Preconizada pela empresa, o sistema aumenta a rentabilidade do produtor em R$10,4 mil por hectare, ganho líquido comprovado pelos pesquisadores no ano de 2024. As pastagens também favorecem a sustentabilidade ambiental da pecuária, evitando compactação do solo e aumentando a absorção de água.

Fotos: Andréia C.Oliveira/Sape
A presidente da Cidasc apresentou a estrutura da companhia para garantir a sanidade e rastreabilidade animal e vegetal no estado. “Nós exportamos produtos agropecuários para mais de 150 países devido à sanidade do nosso rebanho. Somos o maior produtor de ostras e mexilhões, o maior exportador de suínos, o segundo maior produtor de aves e temos leite de sobra para vender a Ruanda”, disse Celles.
Também participaram da reunião a secretária de Articulação Nacional, Vânia Franco, e o chefe do Escritório Internacional das Américas da InvestSC, Rodrigo Prisco. Pela Embaixada de Ruanda, participou também Andrew Nkongho Oben, assistente administrativo e oficial de ligação.
Por Cléia Schmitz, jornalista bolsista da Fapesc
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